A produção de azeite em Portugal deverá aumentar cerca de 10% na campanha 2026/2027, aproximando-se dos níveis alcançados em 2024/2025, estimou a Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal.
A associação atribuiu esta previsão às temperaturas elevadas registadas este ano, que poderão antecipar a maturação da azeitona e levar alguns produtores a iniciar mais cedo a colheita, com a consequente entrada em funcionamento dos lagares.
De acordo com a Olivum, caso a estimativa se confirme, a produção nacional poderá aproximar-se das 177 mil toneladas, valor registado como referência na campanha de 2024/2025. Na campanha anterior, a produção nacional de azeite situou-se nas 160 mil toneladas.
A associação considera que as perspetivas apontam para uma recuperação do setor, embora sublinhe que ainda é prematuro retirar conclusões definitivas sobre a evolução da campanha.
A Olivum destaca, contudo, a importância de manter o compromisso com a qualidade do azeite português e de reforçar a posição de Portugal entre os principais produtores mundiais.
Apesar das perspetivas favoráveis para a produção, a associação mantém a atenção sobre a evolução dos custos de produção, nomeadamente os relacionados com os combustíveis. Segundo a Olivum, o preço médio do gasóleo agrícola em Portugal continental aumentou cerca de 60% face ao período homólogo da campanha, enquanto o gasóleo rodoviário registou uma subida de 40%.
A Olivum, com sede em Beja e constituída em 2013, representa mais de 53 mil hectares de olival, 21 lagares e cerca de 70% da produção nacional de azeite.
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