O Lavadouro de Sacões, em Vila Nova do Ceira, no concelho de Góis, distrito de Coimbra, recebeu no dia 12 de setembro a primeira jornada da 3.ª edição do Festival Intercultural “Lavadouros com Alma”, promovido pelo Município de Góis.
Ao longo do dia, o espaço acolheu música, teatro, literatura, arte e tradição, reunindo a comunidade em torno da valorização de um património associado à memória e às vivências das populações locais.
A programação começou com a pintura de um mural inspirado na obra “O Juiz da Água”, de Francisco Barata Dias, realizada pela artista Olesya Mohosh. A intervenção passou a integrar o espaço, reforçando a ligação entre a criação artística contemporânea e a memória associada aos antigos lavadouros comunitários.
A manhã contou ainda com a participação da Companhia de Teatro Experimental de Poiares, com uma intervenção inspirada na mesma obra, e com a atuação do Duo Acústico LP. Ana Ferreira ficou responsável pelo lettering “Lavadouro de Sacões”, enquanto Ana Sá, da Biblioteca Municipal de Góis António Francisco Barata, dinamizou uma conversa literária dedicada ao livro.

A tradição e a memória local estiveram também presentes através de uma recriação etnográfica e de momentos destinados a recuperar práticas e vivências associadas aos antigos lavadouros.
Durante a tarde, foi inaugurada a exposição “Telas das Lavadeiras”, de Carlos Matos, instalada no Lavadouro Galeria. O programa incluiu ainda a apresentação e o workshop “Plantas Medicinais do Lavadouro”, acompanhado por uma atividade prática de requalificação do canteiro do espaço.
A iniciativa prosseguiu com uma apresentação e conversa sobre “A Rota das Alminhas”, de José Carlos Henrique, terminando com um momento de convívio entre participantes e comunidade.
O “Lavadouros com Alma” pretendeu dar nova vida aos antigos lavadouros públicos, valorizando o seu significado enquanto espaços de trabalho, encontro, partilha e transmissão de memórias. Através da arte, da cultura e da participação comunitária, o festival procurou preservar esta dimensão do património local e aproximá-la das gerações atuais.
A 3.ª edição do festival prosseguirá no dia 19 de setembro, no Lavadouro de Amiosinho, na freguesia de Alvares, com uma nova programação dedicada à memória, às tradições, à arte e ao convívio comunitário.
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