Aristides de Sousa Mendes estudou Direito na Universidade de Coimbra, tendo vivido na Rua de Sobre-Ripas, na cidade atravessada pelo rio Mondego.
Nascido a 19 de Julho de 1885, em Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal, localidade situada a cerca de 30km a sul de Viseu. Pertencia a uma família aristocrática e católica da Beira Alta. O pai, José de Sousa Mendes, terminou a carreira de juiz no Tribunal da Relação de Coimbra. A mãe, Maria Angelina do Amaral e Abranches, também da região, descendia da “Casa de Midões”, uma Casa com tradições “Liberais”. Aristides de Sousa Mendes tinha um irmão gémeo, César, e um irmão mais novo, José Paulo.
Seguiu a carreira diplomática e exerceu as funções de Cônsul de Portugal em Bordéus, tornando-se uma figura incontornável da defesa dos Direitos Humanos ao salvar mais de 30.000 pessoas durante a II Guerra Mundial.
Este gesto ter-lhe-á custado a sua carreira, passando de nobre diplomata a persona non grata para o Estado Português, que o sujeitou a represálias a nível social, político e económico.
Casou com Maria Angelina - sua prima direita - e a família foi crescendo em simultâneo com a carreira diplomática. Quatro dos seus filhos nasceram em Zanzibar, dois no Brasil, dois nos Estados Unidos, um em Espanha, dois na Bélgica e três, num total de 14, em Portugal.
Detentor de vasta cultura geral, era uma pessoa com muita delicadeza e savoir-faire. Facilmente fazia amigos. Em Zanzibar, por exemplo, o Sultão foi padrinho de dois dos seus filhos. O Rei Leopoldo da Bélgica terá dito uma vez em público: - “Ah, voilà mon ami, le Consul Général du Portugal!”.
Durante os 9 anos em que viveu na Bélgica, Aristides de Sousa Mendes conviveu com o dramaturgo Maeterlinck, Prémio Nobel da Literatura, assim como com Albert Einstein, em 1935, quando deixou a Alemanha.
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